Milene Henriques

“Obrigado Vovó, estava muito bom!”

Escrito por:

Milene Henriques

Nutricionista há quase 10 anos, mãe de 2 bebês bons de garfo. Criei o projeto Bebê Bom de Garfo com o objetivo de dar fim ao sofrimento de ter um filho que não se alimenta bem.


Nova metodologia mostra como riscar o estresse na hora da refeição dando lugar a tranquilidade e segurança de estar dando saúde no prato do seu filho.

Esse método já transformou a vida de 10.320 mães, mesmo aquelas com pouquíssimo tempo disponível, com seus filhos de até 5 anos de idade.

Mães de primeira e até de segunda viagem que redescobriram o prazer de sentar à mesa em família para apreciar uma refeição feita com amor.

E aprenderam a melhorar a aceitação de alimentos de seus filhos, garantindo não só um crescimento saudável, como também preservando a relação de amor e confiança entre mãe e filho.

Afinal, toda mãe quer que seu filho cresça e se desenvolva bem, certo?

E todas sabemos que uma boa alimentação do seu filho HOJE é o que vai garantir que ele seja saudável PARA SEMPRE!

Segundo a revista Crescer, 87% das mães relatam que o filho tem algum problema alimentar.

Mas o dado mais alarmante é que 9 a cada 10 mães não sabem como melhorar a ingestão de alimentos dos seus filhos.

Fazer uma criança comer não é tarefa fácil

E nessas horas vêm uma enxurrada de opiniões da avó, das tias, da amigas, de como elas fizeram para resolver esse problema e “deu super certo”...

Por conta disso, através de métodos tradicionais, 87% das mães acabam frustradas e desgastadas, pois a criança ainda teima em não querer comer nada.

E as consequências disso podem ser desastrosas.

Tanto para a relação familiar, que fica desgastada após horas de choro e estresse em um momento que deveria ser sagrado

Mas principalmente para a saúde da criança que pode vir a desenvolver diabetes, hipertensão, obesidade, alergias, deficiências no desenvolvimento físico e intelectual...

Você sabia que a alimentação desregulada é uma das grandes causas da obesidade? E que uma criança obesa tem 4x mais chances de se tornar um adulto obeso?

Hoje se sabe que 44% dos casos de diabetes, 23% dos casos de problemas cardíacos e entre 7% e 41% dos tipos de câncer são relacionados à obesidade.

E são as escolhas no período da infância as maiores responsáveis por essas doenças no futuro.

Por outro lado temos a desnutrição.

Segundo a UNICEF, 40% das crianças sofrem de fome oculta, que acontece quando a criança se alimente de calorias vazias (bobeirinhas) e não supre as necessidades nutricionais

Neste caso, a criança ganha peso, mas mesmo assim fica desnutrida, causando também graves consequências.

Felizmente há um passo-a-passo simples para aumentar e muito a aceitação de alimentos da sua criança

E riscar as birras, choros e estresse na hora da refeição, da sua lista de preocupações

O fim definitivo de todas suas frustrações com a alimentação do seu pequeno...

E é sobre isso que vou falar aqui!


Querida leitora,

Se você chegou até esse artigo é porque, provavelmente, você não sabe o que é ter uma refeição tranquila há um tempo.

Como mãe, sabe o quanto é doloroso não conseguir fazer aquilo que é nosso dever: nutrir nossos pequenos

Você já está exausta e, dia após dia, fica extremamente frustrada quando...

Seu filho não aceita novos alimentos ou pior, só come o que quer e quando quer

Ou quando o seu bebê troca todas as refeições por mamadeira ou pelo peito

Ou quando fica mais de 2 horas na mesa tentando fazê-lo comer

Ou quando vê que sua criança não está crescendo e desenvolvendo como deveria

Ou mesmo quando seu filho faz um show em um restaurante ou almoço de família

(e todos parecem olhar te acusando)

Eu sei...Pelo tanto que você já tentou, você sente que está perdendo as forças e não sabe mais o que fazer para que seu filho aceite o que é o melhor pra ele.

Você ama sua família, quer o melhor para eles e se esforça ao máximo para ser uma boa mãe e garantir que seu filho cresça e desenvolva com saúde e felicidade...

Mas ao mesmo tempo sente muito medo de não estar sendo a “mãe perfeita” que sempre planejou ser, desde que seu bebê ainda estava na sua barriga.

Talvez você ainda se sinta a culpada, pois as vezes se vê irritada com seu filho, mesmo sabendo que o ama a todo momento e incondicionalmente...

E tem medo de abalar a relação com seu filho, ou mesmo que ele possa desenvolver alguma doença grave por conta dessa má alimentação

Ou até mesmo que esse problema se perpetue para a infância e adolescência, prejudicando para sempre a saúde e desenvolvimento deles.

Acho que, na verdade, talvez você só gostaria que as coisas não fossem tão difíceis assim...

E como eu sei que você se sente assim?

Simples! Felizmente, em todo meu percurso como nutricionista, tive o prazer de ajudar 10.320 mães que estavam na mesma situação que você...

Através de um passo a passo simples para resolver esse tipo de caso...

Um método prático para fazer da sua criança, um Bebê Bom de Garfo

Uma criança mais FELIZ!

E eu te garanto que você poderá aplicar isto nos próximos 15 dias, mesmo que tenha pouco tempo, ou que já esteja exausta e sem forças com toda essa situação.

Isso porque essas técnicas foram criadas levando em conta o modo como a criança vê o alimento e o ato de alimentar.

Assim, você vai entender a situação desde a base, para poder aplicar a solução com confiança.

Como já tive o prazer de ajudar tantas mães nessa caminhada como nutricionista, gostaria de contar rapidamente a história de uma delas que me chocou muito.

Ela me permitiu relatar sua experiência, com a esperança de que outras mães se identifiquem e também possam ter as suas vidas transformadas, como a dela foi.

Será que a história dela se parece com a sua?


Todos sabemos o quanto é bom e prazeroso sair da rotina num domingo e ir comer em um bom restaurante, certo?

Não para Patrícia!

Há meses ela já não sentia nenhum prazer em sentar em frente a uma bela mesa, ainda mais fora de casa

E o motivo tinha olhinhos castanhos e um temperamento de gente grande.

João Pedro até comia bem quando bebê, mas à medida que foi crescendo passou a ser extremamente seletivo.

Fazia birra, chorava, gritava, jogava tudo no chão, demorava horas para aceitar uma garfada e no final das contas, comia quase nada.

E o problema era que comia o que queria e quando queria e isso já estava preocupando Patrícia quanto a saúde dele.

Ela sabia que ele estava com desenvolvimento comprometido e que não estava recebendo os nutrientes necessários para crescer normalmente e de maneira saudável.

Naquele domingo no restaurante, João Pedro novamente estava dando trabalho.

O pai, Thiago, já tinha perdido a paciência e queria ir embora antes mesmo de terminar de comer.

Patrícia ainda insistiu por um tempo, mas depois de alguns bons minutos todos no restaurante já estavam se entreolhando e olhando para a mesa deles condenando o escândalo que João Pedro estava fazendo.

Na cabeça de Patrícia só passava uma coisa: “Eles me acham uma péssima mãe....

...Eu SOU uma péssima mãe!”

Aquela situação já estava acontecendo há uns 6 meses. Todo dia a mesma coisa, no café, almoço e jantar.

E na volta do restaurante, o silencio no carro era perturbador, por dois motivos:

O primeiro era que visivelmente a relação com seu marido Thiago já estava abalada por conta das inúmeras brigas geradas pelo assunto “alimentação do João Pedro”

O segundo era porque seus pensamentos sobre o problema estavam a milhão.

“O que faltava fazer? O que ainda não tentei?” Pensava ela:

Já deixei com fome, como minha mãe disse...

Já deixei comer jogando no celular para ver se comia mais...

Já ameacei, já chorei, já pus de castigo, comprei o pratinho do super herói, fingi que nada acontecia...

Achei que era uma fase e que passaria logo, como o pediatra disse...

O que mais falta??

Até no psicólogo Patrícia já o havia levado.

E ela se lembra com remorso que queria que fosse um problema de saúde, para que pudesse ser resolvido com remédios.

Chegando em casa a família foi dormir exausta psicologicamente. Tanto Patrícia, quanto João Pedro e Thiago.

“Era isso? Era assim que seria minha família?” Pensava ela.

Na segunda feira, Thiago foi trabalhar e Patrícia se lembrou que sua mãe iria levar João Pedro para almoçar com ela

Ela me contou em prantos que nesse dia sentiu uma imensa alegria, pois poderia comer em paz.

Ela estava alegre por estar longe de seu filho!

Mas por um dia em 6 meses ela podia comer apenas ouvindo o som do garfo batendo no prato e o barulho do alface partindo no dente.

Pela primeira vez ela comeu sentindo o gosto, observando a cor e a consistência de cada alimento.

Mas essa sensação não durou muito. Logo à noite João Pedro voltou e no jantar a cena se repetiria.

Nesse dia, Thiago estava tentando dar uma colher de arroz com feijão para João Pedro, enquanto ele estava aos prantos, alertando a todos os vizinhos que algo ia mal.

Depois de 2 horas tentando, Thiago desistiu e foi pro quarto sem nem jantar.

João Pedro também não comeu e Patrícia mais uma vez estava uma pilha de nervos.

Sem pensar muito, Patrícia foi ao quarto para reclamar da situação e ela e Thiago brigaram feio.

Depois disso, durante a semana, eles mal se falaram, o clima estava péssimo.

Sem falar que toda refeição o cenário se repetia.

Brigas, choros, decepções, birras...

Patrícia já não sabia o que era mais preocupante

A saúde do filho, que poderia desenvolver sérias doenças por causa da má alimentação,

A relação com o marido que ia de mal a pior com toda essa situação,

Ou a relação com o filho...

Ela já não se lembrava da última vez que havia passado um momento prazeroso com João Pedro.

A maternidade havia passado de um sonho para uma decepção constante.

E o sonho do segundo filho já havia sido descartado há meses.

Na sexta feita, Patrícia e a família foram convidados a almoçar na casa da mãe de Thiago.

Só de pensar em colocar as palavras “comida” e “fora de casa” na mesma frase, dava arrepios em Patrícia.

Mas não havia como recusar, toda a família estaria lá.

Ela teria que encarar mais essa.

E foi nesse dia que o pior aconteceu e Patrícia percebeu que precisava de ajuda...

Durante o jantar, Patrícia tentou dar o mínimo de comida possível para João Pedro.

Mesmo assim, ele não aceitava nem uma garfada.

Ao insistir um pouquinho, João Pedro já fechou a cara e quando os parentes começaram a tentar ajudar a fazê-lo comer, João Pedro caiu em prantos.

Nesse momento Patrícia já não insistiu mais, mas mesmo assim ele fez birra e, sem aviso prévio, bateu a mão no prato derrubando toda a comida sobre a roupa de Patrícia.

Nesse momento, sem pensar nem um pouco, Patrícia ergueu a mão e bateu com força no rosto de João Pedro.

O choro do menino parou.

A mesa parou.

Não se ouvia mais nada.

Patrícia sentiu seu rosto corar e o coração bater muito forte.

Ela viu a besteira que tinha feito quando olhou no rosto de João Pedro e viu os olhos castanhos arregalados, como quem visse um monstro em sua frente.

E era realmente um monstro. Pelo menos foi assim que Patrícia se sentiu.

Nessa hora, ela olhou pro lado e todos estavam olhando para ela.

Lembrou-se de todos os comentários de parentes e amigos, que constantemente a fuzilavam:

“Você precisa fazê-lo comer”

“Ele está muito magro, não está bem”

“Não sei como você aguenta tanto choro, uma hora você vai perder a paciência”

Tinham razão. Ela perdeu a paciência de uma maneira que nunca havia perdido antes.

Depois disso, Patrícia não conseguiu fazer mais nada. Se despediu sem graça de todos na mesa, deixou João Pedro com o pai e foi embora para casa.

Pegou o carro e no caminho pra casa chorava muito.

Um choro gritado, agoniante e desesperador, a ponto de comover qualquer um que escutasse.

Mas ninguém escutou.

Teve medo de que a relação com João Pedro nunca mais fosse a mesma. Que ele a considerasse um monstro pra sempre.

Estava mais do que claro que ela precisava de ajuda.

Já em sua casa, mais calma e consciente, Patrícia decidiu novamente procurar na internet algo ou alguém que pudesse orientá-la.

Sem saber muito bem muito bem que tipo de ajuda precisava, Patrícia achou o projeto Bebê Bom de Garfo.

Depois de testar muitas coisas e ver que nada funcionava, conheceu meu trabalho e resolveu aplicar, devagar, aquilo que aprendia.

Ela nem acreditou quando, aos poucos João Pedro foi dando sinais de aceitação dos alimentos.

Depois de um mês aplicando aquilo que havia aprendido, Patrícia já via seu filho comer MUITO melhor.

Seu coração transbordava de alegria!

Através dos conhecimentos adquiridos com meu conteúdo sua percepção e atitudes com a alimentação de seu filho mudaram por completo.

Ao entender que a maior parte dos erros estavam nas atitudes familiares e seus costumes, e não no seu filho,

Ela pode mudar toda a situação e aumentar a aceitação de alimentos do João Pedro.

Eram ensinamentos práticos e diferentes de tudo o que ela conhecia.

Ela sentia que havia salvado sua família!

E havia mesmo.

Sua relação com Thiago e com João Pedro melhorou muito.

No final das contas, tudo que ela tentou desde o início era fazer seu filho feliz.

E agora sentia que podia fazer isso!

Depois de alguns meses o teste final foi um novo almoço na casa da sogra.

Mas agora Patrícia estava confiante e sabia que aplicando as técnicas, tudo correria bem.

No almoço Patrícia aplicou várias técnicas que eu ensino.

Deixou João Pedro participar da escolha do prato, deu autonomia para que ele determinasse o quanto ia comer e reconheceu todas as suas escolhas!

O resultado não poderia ter sido melhor.

João Pedro comeu tudo com vontade.

E ao final do prato ele disse para a vó:

“Obrigado vovó, estava muito bom!”

Nesse momento os olhos de Patrícia encheram de lagrimas. Mas agora lágrimas de alegria, de vitória e de alívio.

No final do almoço ouviu vários elogios de como João Pedro estava comendo bem e já estava mais fortinho.

Foi como ouvir anjos cantando!

Patrícia sorriu e se deu conta que teria aquele momento guardado para sempre na memória:

A primeira vez que ela teve prazer em almoçar com seu filho fora de casa.

Um sonho que se tornou real

Depois de um tempo, Patrícia entrou em contato comigo pelo Instagram pedindo um endereço para que pudesse me enviar algo.

Dias depois, recebo uma cartinha que guardo comigo até hoje...

Carta Patrícia


Você consegue imaginar minha felicidade ao ler isso?

Com absoluta certeza, Patrícia só conseguiu transformar as refeições desesperadoras em momentos de prazer em família, porque entendeu como fazer isso.

E ela entendeu que não era algo que aconteceria naturalmente, precisava aprender para ensinar seu filho a se alimentar bem.

Tenho certeza que essa tranquilidade, para muitas, parece um “sonho inalcançável”.

Eu não tiro sua razão, mas provamos que não é!

Afinal, se a Patrícia e as mães que já ajudei não tivessem visto com os próprios olhos, provavelmente não teriam acreditado.